Todo mundo lembra do médico-veterinário quando um animal adoece.

Mas poucos percebem que esses profissionais também estão na prevenção de zoonoses, na conservação da fauna silvestre, na pesquisa científica, nas emergências ambientais, nos hospitais universitários e na construção de políticas públicas que protegem a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

Quero que o médico-veterinário ocupe o lugar estratégico que merece nas políticas públicas brasileiras.

Foi exatamente isso que procurei fazer durante minha atuação no Governo Federal.

À frente do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais, trabalhei diariamente ao lado de médicos-veterinários para construir políticas públicas nacionais. O ProPatinhas, o SinPatinhas, as ações de manejo populacional ético, a resposta a desastres envolvendo animais e a agenda de Saúde Única só foram possíveis porque colocamos o conhecimento técnico da Medicina Veterinária no centro das decisões.

Também ajudei a defender uma conquista histórica para a profissão: a aprovação da Lei nº 15.425/2026, sancionada pelo presidente Lula, que criminaliza o exercício ilegal da Medicina Veterinária no Brasil. Uma medida que fortalece a profissão e protege os animais e a sociedade.

Também contribui com as negociações da Lei nº 15.367/2026, defendendo a valorização dos médicos-veterinários das instituições federais de ensino. A lei representou um avanço na remuneração desses profissionais da Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação.

Agora quero levar essa experiência para a Câmara dos Deputados.

Meu compromisso é aproximar cada vez mais a Medicina Veterinária das políticas públicas de proteção animal. Quando médicos-veterinários e protetores caminham juntos, quem ganha são os animais e toda a sociedade.

Entre as prioridades que defenderei estão:

• Valorização da Medicina Veterinária. Apoiar a aprovação do piso salarial nacional e da jornada de 30 horas para médicos-veterinários (PL nº 1.748/2022), valorizando uma profissão essencial para fortalecer os serviços públicos, ampliar o acesso da população ao atendimento veterinário de qualidade e reduzir a evasão de profissionais.

• Medicina Veterinária nas políticas públicas. Fortalecer a presença dos médicos-veterinários nas políticas de Uma Só Saúde, proteção animal, biodiversidade, pesquisa científica e resposta a emergências, colocando seu conhecimento técnico a serviço da saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

• Hospitais Veterinários Universitários. Ampliar os investimentos federais nos Hospitais Veterinários Universitários, fortalecendo o ensino, a pesquisa, a extensão, a residência e a assistência prestada à população de baixa renda, em diálogo com as propostas do Fórum Nacional de Dirigentes de Hospitais Veterinários das Instituições Federais de Ensino Superior (FORDHOV).

• Formação de excelência. Defender critérios rigorosos para a autorização de novos cursos de Medicina Veterinária, valorizando o ensino presencial, os hospitais-escola e a formação prática, combatendo a expansão indiscriminada do EAD e garantindo profissionais cada vez mais preparados para cuidar da saúde animal, da saúde pública e da biodiversidade.

• Inovação com segurança. Apoiar a modernização da legislação para novas áreas de atuação, como telemedicina veterinária, receituário eletrônico, cannabis medicinal para uso veterinário e outras inovações construídas em conjunto com a comunidade científica, ampliando o acesso da população a tratamentos modernos, seguros e baseados em evidências.

• Saúde Única e bem-estar animal. Fortalecer as políticas públicas de manejo populacional ético, vigilância das zoonoses, atendimento veterinário e proteção da fauna, reduzindo o abandono, prevenindo doenças e promovendo mais qualidade de vida para os animais, seus tutores e toda a sociedade.

• Centros de Zoonoses e animais em situação de rua. Defender um novo modelo para os Centros de Controle de Zoonoses, integrado ao manejo populacional ético de animais em situação de rua e comunitários, com práticas de Captura, Esterilização e Devolução (CED);

• Resistência antimicrobiana. Combater a comercialização indiscriminada de antimicrobianos veterinários, restringindo sua venda à prescrição de médicos-veterinários, para enfrentar a resistência bacteriana, preservar a eficácia dos tratamentos e proteger a saúde dos animais, das pessoas e do meio ambiente.

Acredito que o Brasil ainda não aproveita todo o potencial da Medicina Veterinária.

Quando um médico-veterinário participa das decisões, as políticas públicas ficam mais eficientes. A proteção animal avança. A saúde pública se fortalece. A ciência ganha espaço. A biodiversidade é melhor protegida.

Foi assim que trabalhei no Governo Federal.

É assim que quero trabalhar no Congresso Nacional.

Porque valorizar a Medicina Veterinária não é defender apenas uma profissão.

É defender um Brasil que cuida melhor dos animais, das pessoas e da natureza.