O que eu defendo e acredito

1) Aprovar a contratação emergencial de mulher vítima de violência como terceirizada em órgão público;

2) Aprovar a criação de Juizados e Defensorias Itinerantes Campesinas, para atendimento da mulher da área rural;

3) Aprovar a priorização da mulher vítima de violência nos programas habitacionais Minha Casa, Minha Vida e na reforma agrária;

4) Ampliar a capacidade de atendimento das Defensorias Públicas, com a criação e o fortalecimento de unidades especiais para as mulheres em todas as regiões administrativas, para que a Lei Maria da Penha seja fielmente cumprida e a mulher de baixa renda tenha a assistência de um DEFENSOR PÚBLICO em todas as etapas de uma ação de violência doméstica, e muito especialmente nas audiências;

5) Ampliar a rede de amparo das mulheres vítimas de violência, tais como DELEGACIAS ESPECIALIZADAS, casas abrigo, assistência psicossocial, em todas as regiões administrativas. O DF tem apenas uma delegacia da mulher (deveria ter no mínimo cinco) e a Casa da Mulher Brasileira está fechada desde abril;

6) Criar e ampliar programas de GERAÇÃO DE RENDA voltados especificamente para mulheres em situação de risco social;

7) Ampliar o número de vagas e criar novas unidades de CRECHES EM PERÍODO INTEGRAL, para que as mulheres possam trabalhar e estudar com tranquilidade, criando condições de alcançarem autonomia financeira, sem a qual muitas são obrigadas a manterem o vínculo com o agressor;

8) Criar programas de estímulo às meninas e adolescentes para inserção das MULHERES NAS CIÊNCIAS e em profissões de reconhecido status social (com ocupação predominantemente masculina);

9) Criar programas e ações específicas para combater a violência ainda mais brutal que se comete contra a mulher negra, à mulher lésbica e trans;

10) Criar e alimentar um banco de dados governamental com números de casos de violência contra a mulher, para dotar os organismos competentes de números para guiar políticas públicas;

11) Criar linhas de crédito especiais para mulheres empreendedoras, com juros baixos e subsidiados, a fim de promover a sua independência financeira;

12) Criar editais de fomento à pesquisa para pesquisadoras mulheres, via FAP/DF e outras agências de pesquisa;

13) Realizar campanhas socioeducativas nas escolas e instituições públicas para romper com padrões patriarcais, machistas e misóginos que atingem as mulheres no Distrito Federal;

14) Garantir que postos de comando em gabinetes e órgãos públicos sejam ocupados por pelo menos 50% de mulheres. No meu gabinete será assim!

15) Criar um canal de denúncias e informações, com tempo de resposta de até 10 dias, conforme determina a LAI – Lei de Acesso à Informação;

16) Defender que a Lei Maria da Penha não seja esquartejada, aviltada, degradada ao sabor de um Congresso predominantemente masculino e conservador. A Lei Maria da Penha foi uma conquista de todas nós! Sobretudo no quesito à compreensão de que a mulher quando chega a buscar o Judiciário ela não quer ouvir “conselho” ou “conciliar”, ela quer que a Justiça seja feita, pois um crime foi cometido contra ela.

17) Defender a autonomia reprodutiva das mulheres, com a descriminalização do aborto até a 12ª semana.

PORQUE LUTO PELAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA?

Ser mulher é uma condição revolucionária. Passamos a vida lutando pelos nossos direitos e espaços. Serei uma voz em defesa das pautas das mulheres, contra o patriarcado, contra o machismo, em defesa da Lei Maria da Penha, do fortalecimento e ampliação dos instrumentos de proteção e amparo. Uma luta que passa por interseccionalidades que precisam ser pensadas de forma ampla, pois a luta da mulher branca é diferente da luta da mulher negra, rural, indígena, lésbica e trans, a luta da mulher menina, da jovem, da mulher idosa é diferente. Cada vertente merece reflexão e atenção específica dentro desta grande luta por um mundo onde homens e mulheres sejam efetivamente iguais.

Como servidora do Judiciário, fui secretária de audiência em Juizado de Violência Doméstica. Convivi com a realidade brutal de milhares de mulheres que enfrentaram a violência física, sexual, psicológica, moral, patrimonial ou institucional. As vozes e histórias de cada uma delas ainda ecoam na minha cabeça, pedindo ajuda. Eu posso ajudar! Juntas, podemos lutar por uma sociedade em que mulheres tenham autonomia reprodutiva, livre escolha e construção de suas vidas, por espaços de trabalho livre da estigmatização do corpo, um ambiente doméstico livre de exploração e de violência, por condições materiais para exercício da maternidade, por uma visão da maternidade que dialogue com direitos humanos e justiça social, em que mães não sejam obrigadas a perder seus filhos para a violência policial, para o crime.

Vanessa É O Bicho em luta pela vida das mulheres!